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Os 7 pilares da economia criativa

Os 7 pilares da economia criativa

Tom Fleming, uma das maiores autoridades mundiais na área, falou no Exame Fórum Cultura e Economia Criativa, em São Paulo, sobre o assunto.

 

Talentos, lugares, propriedade intelectual, infraestrutura, dinheiro e alavancagem: estes são os pilares que sustentam uma economia criativa, de acordo com Tom Fleming. Uma das maiores autoridades mundiais na área, ele falou em transmissão no EXAME Fórum Cultura e Economia Criativa 2018, que aconteceu em dezembro, em São Paulo.

“A economia criativa não é algo que você pode replicar baseado no que outros países fizeram”, diz Fleming, mas há algumas lições a serem aprendidas. O primeiro tijolo da economia criativa são as pessoas: há uma disputa mundial por atenção e por talentos, e em uma economia onde a robotização vai dominar os processos automáticos, criatividade será o diferencial.

O segundo tijolo são os lugares onde elas ocorrem, e para isso é necessário criar e preservar espaços de criatividade tanto físicos quanto virtuais. “Política nacional é importante, mas a política urbana é igualmente importante”, diz Fleming.

O terceiro princípio é a propriedade intelectual, onde entra a necessidade de “alfabetizar especialistas” para que as a criação intelectual possa ser monetizada. O quarto princípio é a infraestrutura digital, pois é impossível ter economia digital sem meios de acesso para sua produção e consumo.

O chamado retrato aparece como quinto princípio da economia criativa, um desafio mundial pois as formas de medir os resultados econômicos ainda estão baseadas no passado e tendem a mudar. Sem dados e inteligência, é difícil criar políticas públicas efetivas ou até mesmo criar a narrativa para mostrar para a sociedade o tamanho e a importância da economia criativa.

O sexto princípio citado é o dinheiro: é preciso investir, mas a boa notícia é que o resultado aparece, seja em empregos ou atividade ou mesmo, como Londres demonstra no vigor de seu turismo. Em último lugar está a chamada alavancagem. Fleming diz que o Brasil precisa usar seu soft power e transformar sua imagem positiva em dinheiro e influência internacional.

 

Fonte: Primeira Página com informações da Exame.

 

 

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